Pandemia e o impacto na rotina do caminhoneiro

  • Pandemia e o impacto na rotina do caminhoneiro

    Pandemia e o impacto na rotina do caminhoneiro

    A rotina de um caminhoneiro não é fácil, além de todas as dificuldades e inseguranças da profissão, agora ficou ainda mais difícil. Em uma país em que o transporte terrestre é o principal responsável por manter a economia girando, a pandemia e o impacto na rotina do caminhoneiro estão muito ligados. Confira neste texto quais são os principais desafios e como se preparar.

     

    • Pontos de parada com funcionamento reduzido

    Fechados por iniciativa dos próprios proprietários no início da pandemia, por falta de jurisdição da PFR no funcionamento desses estabelecimentos, em 26 de março de 2020 foi anunciada a Portaria de número 116 do Ministério da Agricultura a inclusão de serviços de beira de estrada como garantia dos serviços essenciais. Com transporte de combustíveis, alimentos, medicamentos e outros, foi necessário manter postos de gasolina, restaurantes e oficinas abertas para a garantia desse serviço.

    Apesar da Portaria sanar a dúvida de muito empreendedor autônomo de beira de estrada, muitos estabelecimentos seguem funcionando com horário reduzido, já que os proprietários colocam sua segurança e a de sua família na ponta do lápis. Além disso, segue também com restrições.

    Por exemplo, restaurantes funcionam para a venda de quentinha, mas não permitem o consumo no local. Diminuindo as possibilidades dos caminhoneiros de lavarem as mãos, os rostos e tirarem a poeira de um dia de estrada do corpo.

     

    • Falta informação e estrutura para lidar com a crise

    Apesar da manutenção de serviços essenciais, como transporte de cargas e o funcionamento das estruturas em beira de estrada, a pandemia do coronavírus demanda um outro tipo de cuidado que ainda é muito escasso na estrada: informações de qualidade e apoio com itens de higiene essenciais.

    Apesar da existência de mais de 130 pontos estratégicos de apoio ao caminhoneiro, muitos comentam que essa ajuda ainda não é o suficiente. Pontos informativos de apoio ao caminhoneiro, com informação de qualidade e orientações de higiene e segurança não são suficientes para atender os milhares de profissionais da estrada.

    Distribuição de itens de higiene, como álcool em gel e máscara? Nem se fala.

    Mesmo assim, é possível encontrar alguns locais de fiscalização nos principais trechos que ofertam higienização de algumas partes dos caminhões, distribuição de alimentos e orientações básicas.

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    • Preconceito e dificuldade na estrada

    Mesmo sendo obrigados a seguir a rotina no meio da pandemia, e apesar da Portaria 116 permitir o funcionamento de estabelecimentos de estradas, são muitos os que seguem fechados. Os poucos que seguem abertos têm regras para a permanência de caminhoneiros no local.

    Alguns proprietários só querem dar a comida e tirar o caminhoneiro dali, outros só permitem que eles comam na beira da estrada. Tem relato de caminhoneiro que viu pessoas indo ao restaurante sem máscara, colocando a saúde de todos os presentes em risco.

    Mesmo que ele próprio seja obrigado a usar esse item se quiser ficar perto daquele estabelecimento.

    Sem falar nos lugares que passam corrente na entrada e só permitem que entre ali quem vai consumir alguma coisa. Mesmo sendo uma prática permitida por lei, isso dificulta ainda mais os caminhoneiros que já tem dificuldade em achar pontos de parada.

     

    • E banheiro?

    Pode ser uma preocupação que até passa despercebida, mas é impossível segurar quando a vontade bate. Com o fechamento dos pontos de parada, encontrar um banheiro disponível virou raridade. É um desafio ainda pior se você for mulher.

    Muitos estabelecimentos não seguem a legislação que os obriga a oferecer dois banheiros diferentes, um para homens e outro para mulheres. Além disso, os profissionais ficam sem opções para tomar banho pra tirar a poeira do corpo.

     

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    A situação complicada fez com que caminhoneiros movimentassem ainda mais os grupos de WhatsApp para discutir uma possível solução.

     

    Mesmo com algumas medidas pontuais para trazer o mínimo de segurança para a categoria, como o afastamento de idosos acima de 60 anos, a distribuição de alimentos em pontos estratégicos na estrada e a higienização de partes importantes dos caminhões, o que se ouve dos profissionais é que essas medidas são muito pontuais e praticamente ineficazes.

     

    A relação entre pandemia e o impacto na rotina do caminhoneiro é inevitável. O jeito por enquanto é trazer seu próprio álcool em gel, garantir que tenha comida o suficiente para o caso de não achar algo na estrada e, claro, a sua própria máscara!

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